Durante a minha infância, adolescência e nos meus primeiros anos como jovem-adulto, lembro-me de logótipos, packaging e outras peças de comunicação que deixaram em mim uma marca e muito possivelmente contaminaram a minha mui jovem e impressionável mente. 
Guardo vivamente na minha memória, o momento em que a Cenoura (marca de roupa infantil) mudou o logótipo. Não sei bem em que ano aconteceu, mas consigo situar essa mudança nos tempos em que estudava no Colégio Clenardo, na Rua do Salitre, ali coladinho ao Largo do Rato, estabelecimento de ensino que frequentei até aos 9/10 anos de idade.
A minha mãe comprava nessa loja alguma roupa para mim e para a minha irmã, por isso a marca era "familiar" o suficiente para notar tal mudança. Desejo salientar que a palavra "rebranding" ainda não fazia parte do meu léxico.
Já ali a virar para a (pré) pré-adolescência, uma outra das contaminações gráficas de que fui vítima - as embalagens de brinquedos da Star Wars e o logótipo da Kenner. Obviamente, sou grande fã deste universo desde tenra idade, mas o contacto com as embalagens e toda a experiência à volta de um cartão dos "bonecos do Jedi", o devorar de toda a informação neste pontos de contacto com tal universo (escusado será dizer que não existia internet, plataformas de streaming e a moda do ano em Portugal era a moda do ano anterior), não só foram alguns dos momentos de grande alegria na minha juventude como também os contabilizo como momentos formativos na minha educação gráfica.​​​​​​​
No secundário, nesta altura já como estudante na área E (de Artes) e com a convicção do que pretendia fazer no futuro, lembro-me claramente quando a Toyota mudou o seu símbolo para o que ainda hoje usa. Desenhei-o à mão, com a ajuda do compasso nas aulas de desenho (ou seria geometria?), porque o tema era livre e eu escolhi uma marca, enquanto colegas meus desenhavam naturezas mortas ... 
Sempre encarei design gráfico e brincar como uma e a mesma coisa, ou pelo menos como algo que coexiste numa relação simbiótica. E foi a "brincar" que fui avançando e escolhendo uma área profissional que ao fim de quase 30 anos, ainda paga as contas.
Existirão outros momentos de contaminação gráfica, mas estes estão bem vivos na minha memória, aqueles que considero como os meus primeiros passos no universo do Design Gráfico e de Comunicação.